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UM.OITO.ZERO. Ligue 180

Brasil, 2025

Uma mulher foi morta a cada 5h34. Quase sempre em casa. Quase sempre por quem dizia amar.

Esta página mostra o que os números contam e o que o silêncio esconde.

Role

Três números.

Gratuitos. 24 horas. De qualquer lugar do Brasil.

1.088.900 atendimentos em 2025.
Quase 3 mil por dia.

( 01 ) Cronômetro da violência

Desde que você abriu esta página

00:00:00

Os contadores andam no ritmo médio dos registros oficiais. Cada barra enche até a próxima ocorrência.

  • 0
    mulheres sofreram violência domésticauma a cada
  • 0
    atendimentos no Ligue 180um a cada
  • 0
    denúncias registradasuma a cada
  • 0
    medidas protetivas descumpridasuma a cada
  • 0
    estupros registradosum a cada
  • 0
    feminicídiosum a cada

Em 2026, até agora (estimativa)

0 mulheres mortas por serem mulheres

Projeção no ritmo do 1º semestre de 2026: 741 feminicídios em 181 dias (Ministério da Justiça).
0

feminicídios em 2025. Recorde pelo quarto ano seguido, o maior número desde que o crime foi criado na lei, em 2015.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, FBSP
0

de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 12 meses.

DataSenado, Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher 2025
0

das brasileiras já sofreram algum tipo de violência ou agressão ao longo da vida.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pesquisa Visível e Invisível

( 02 ) Quem morre

Se fossem 100 mulheres

Cada ponto é uma vítima de feminicídio. Toque nas perguntas e veja o padrão que se repete.

63

62,6% das vítimas de feminicídio em 2025 eram mulheres negras.

Fontes: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 e Retrato dos Feminicídios no Brasil 2026 (FBSP).

( 03 ) A curva

As mortes violentas caem. O feminicídio, não.

Feminicídios por ano

1.5042024
1.5712025

+4,5% em um ano, enquanto as mortes violentas no país caíram 8,2%.

1º semestre

7602025
7412026

−2,5%: 19 vidas a menos. É uma queda, mas ainda são 4 mulheres por dia.

Fontes: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP); Ministério da Justiça e Segurança Pública, Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, jul/2026.

“A violência quase nunca começa com um soco. Começa com um controle, uma humilhação, um ciúme que parece cuidado.”

( 04 ) Não é só bater

A Lei Maria da Penha reconhece 5 formas de violência

01Física

Qualquer ato que machuque o corpo ou a saúde da mulher: empurrão, tapa, espancamento, estrangulamento, queimadura.

16,9% das brasileiras sofreram agressão física no último ano, a maior taxa da série.

02Psicológica

Humilhar, ameaçar, isolar, vigiar, chantagear, fazer ela duvidar da própria memória. Destrói a autoestima e serve para controlar.

31,6% foram menosprezadas pelo parceiro ou ex a ponto de se sentirem inúteis.

03Sexual

Forçar, por ameaça ou força, a ter, ver ou participar de relação sexual que ela não quer. Impedir que use anticoncepcional também é.

1 em cada 10 mulheres sofreu abuso sexual ou foi forçada a ter relação.

04Patrimonial

Controlar o dinheiro, reter documentos, destruir objetos, não pagar pensão. Tirar a independência para prender.

10% foram impedidas de ter o próprio dinheiro.

05Moral

Calúnia, difamação ou injúria: acusar de traição, expor a vida íntima, xingar para destruir a reputação.

3,9% tiveram fotos ou vídeos íntimos divulgados sem consentimento.

Fontes: Lei 11.340/2006, art. 7º (Instituto Maria da Penha); FBSP, pesquisa Visível e Invisível.

( 05 ) Teste rápido

Isso é violência?

1 de 5

( 06 ) O silêncio

A maioria nunca conta para ninguém

Não fizeram nada depois da agressão

47,4%

Não pediram medida protetiva

62%

Nenhuma testemunha ofereceu ajuda

40%

Procuraram a polícia ou a Justiça

25,7%

Conhecem bem a Lei Maria da Penha

19%

Por que não denunciam

  • 17% preocupação com os filhos
  • 14% não acreditam que haverá punição
  • 13% acharam que seria a última vez
Fontes: DataSenado 2025; FBSP, pesquisa Visível e Invisível.

Precisa de ajuda ou conhece alguém que precisa?

180

Central de Atendimento à Mulher. Gratuito, sigiloso, 24 horas, todos os dias.

  • Em perigo agora? Ligue 190, Polícia Militar.
  • WhatsApp do 180: (61) 9610-0180
  • E-mail: central180@mulheres.gov.br
  • Viu acontecer? Você também pode denunciar. Não precisa se identificar.

Perguntas frequentes

O que é o Ligue 180?

É a Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal. A ligação é gratuita, funciona 24 horas por dia, todos os dias, em todo o Brasil. O atendimento orienta sobre direitos e serviços, informa onde fica a rede de apoio mais próxima e registra e encaminha denúncias.

Quantas mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil?

Em 2025 foram 1.571 vítimas de feminicídio, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. É o maior número desde 2015 e equivale a uma mulher morta a cada 5 horas e 34 minutos.

Quem pode denunciar?

Qualquer pessoa: a vítima, um parente, um vizinho, um colega. A denúncia pelo 180 pode ser anônima.

Quais são os tipos de violência contra a mulher?

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) define cinco: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

E se for uma emergência?

Ligue 190, da Polícia Militar. O 180 é para orientação e denúncia; o 190 é para quando a mulher está em perigo naquele momento.